quarta-feira, junho 02, 2004

O desespero de te amar

Chorei vida vestida e carne magoada, soltei gritos de mar, beijei sombra de fogo em água, quer asa quer vento, corri frio e vendido... em azul... encantamento!

e procurei-te madrugada, como sangue que canta sem vontade... encontrei-te presa de um sol vago e lancei-me ponte sobre as estrelas... toquei-te na mão, guitarra e liberdade tão longe... e sendo este o tempo em que a terra é monge...vivendo-o sem o querer... e querendo-o sem o viver... canção!!!

fui herói e presa, e filho Homem e Amante.
fui eu... e em cada instante contigo...
e preparei sonhos e momentos, chuva e flor... em cada sopro!
...cinza e lua... um pouco de amor...algum lamento!

pintei a voz de quem, louco, voa... o beijo da tarde, medi em traços um desejo de paz...

Filipe