O desespero de te amar
Chorei vida vestida e carne magoada, soltei gritos de mar, beijei sombra de fogo em água, quer asa quer vento, corri frio e vendido... em azul... encantamento!
e procurei-te madrugada, como sangue que canta sem vontade... encontrei-te presa de um sol vago e lancei-me ponte sobre as estrelas... toquei-te na mão, guitarra e liberdade tão longe... e sendo este o tempo em que a terra é monge...vivendo-o sem o querer... e querendo-o sem o viver... canção!!!
fui herói e presa, e filho Homem e Amante.
fui eu... e em cada instante contigo...
e preparei sonhos e momentos, chuva e flor... em cada sopro!
...cinza e lua... um pouco de amor...algum lamento!
pintei a voz de quem, louco, voa... o beijo da tarde, medi em traços um desejo de paz...
Filipe

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